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600 anos de tradição Geluk

O ano de 2019 foi declarado o ano internacional do renomado professor Lama Tsongkhapa, fundador da tradição Geluk (lê-se guêlug) do budismo tibetano, conhecida por ser a tradição do XIV Dalai Lama.

A proclamação vem da Geluk International Foundation, como forma de reconhecer as contribuições de Tsongkhapa para o desenvolvimento do budismo tibetano.

Segundo Gaden Tripa Lobsang Tenzin, presidente da Geluk International Foundation, a proposta é incentivar monastérios e organizações geluk a promoverem ações e iniciativas especiais para inspirar os praticantes. Com seus ensinamentos, podemos aprender a prática de valores éticos baseados em amor bondade, compaixão e sabedoria, como formas de combater o sofrimento.

A Associação BUDA no Brasil vem promovendo estudos e meditações sobre as obras de Tsongkhapa traduzida com exclusividade para seus associados. No momento, nossos monges geluk conduzem encontros de meditação semanal do texto clássico Grande Tratado dos Estágios do Caminho para o Despertar, Lamrim Chenmo, escrito por Tsongkhapa. Essa obra é um manual de meditação que traz explicações sobre o caminho em estrutura gradual até o estado de um Buda. 

Leia as declarações originais da Geluk International Foundationportuguêsinglês, espanholchinêstibetano

Breve Biografia de Lama Tsongkhapa:

Lama Tsongkhapa nasceu na província de Amdo, na região chamada Tsongkha, em 1357. Desde criança, teve contato com os estudos da tradição Mahayana, por meio de tutores e professores que cuidavam pessoalmente dele. Com sete anos, tomou os votos de noviço, e neste momento passa a ser chamado de Lobsang Drapga.

Sua formação foi marcada por diversas viagens e estadias em mosteiros tibetanos conhecidos em seu tempo. Teve acesso aos estudos da tradição Lamrim, Lamdré, e outros ensinamentos ligados ao Vajrayana. Ensinou e escreveu também sobre Abhidharma, textos que tratam a respeito da Ciência da Realidade.

Seus trabalhos tinham como característica o esforço de explicitar os temas mais dificeis dos textos tradicionais. Uma característica de seus ensinamentos foi a refutação de interpretações incorretas, que marcavam diversos monastérios tibetanos.

Lama Tsongkhapa escreveu o “Lamrim Chenmo – Grande Apresentação dos Estágios Graduais do Caminho”, que abordam o caminho para o completo despertar em uma explicação gradual. Além do Lamrim Chenmo, escreveu muitos tratados sobre os votos bodhisattva, deu ensinamentos e escreveu sobre o Tantrayana. Seus textos foram fundamentais para a formação dos seus alunos, ele os ensinou intensivamente, tendo também feito longas viagens e retiros para aprofundar seu entendimento sobre eles.

Por volta de 1410 tinha ficado muito reconhecido, por ter escrito muitos textos e ensinado muitos alunos. Neste ponto, reduziu o ritmo de suas viagens e junto com seus discípulos fundou o Mosteiro de Ganden e com isso a tradição da ordem Geluk.

Há 600 anos, em 1419, faleceu aos 62 anos, deixando um legado escritural e experiencial para todos, depois trazido para o mundo por meio do reconhecimento internacional do Dalai Lama e de diversos mosteiros Geluk, principalmente na China.

Para participar dos Encontros de Meditação – Lamrim ChenMo acessem: buda.org.br/meditacao

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